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16/01/2008 01:54
Quem inventou a preguiça, hein? Como essa sensação tem o dom de nos dominar com tanta facilidade e tão rápido que faz com que sejamos capazes de trocar nossos reinos por uma rede em uma varanda ensolarada?
Ou então um sofazinho com um filme bem bobo, daqueles que a gente pode dormir mais da metade que ainda assim dá pra entender no final.
Tem dia que não tem jeito, o despertador toca, você levanta, lava o rosto, se estica todo, joga água na cara outra vez, se troca, toma café e nem mesmo assim, ela continua instalada dentro de nosso ser. Os braços ganham um peso absurdo e ficar em pé no ônibus ou no metrô é um sacrifício.
Aí você chega no trabalho e compreende boa parte do que se convencionou chamar baianidade. Tu olha pra pilha de sérviço e diz: vixi! Mas não tem jeito então você se atira à papelada. E o que acontece? Nada. A gente fica lá, mexe as coisas pra cá, mexe pra lá, se ajeita de novo na cadeira, olha fixo pra tela do computador, e olha, e olha, e olha... Aí o telefone toca! Que susto! Demora uma eternidade só pra gente entender o que está acontecendo.
Aí as horas passam e a gente começa a se sentir cansado, mas a papelada continua lá, intacta. Talvez até um pouco aumentada, mas está lá, olhando pra nossa cara e se a gente reparar direito, até parece que ela está rindo. Desaforo.
Nesses dias de preguiça crônica, o relógio não anda, o café não adianta, o fim de semana fica looooonge e o chefe parece que fica atacado! Lamentável.
Quem será que inventou a preguiça? Essa sensação é até legal, mas só se a gente pode ficar em casa, se as obrigações e afazeres da vida moderna nos impelem a sairmos de nossas caminhas, quentes e macias, é uma droga...
Aí têm aqueles remedinhos da TV pra gente ficar mais disposto e feliz e dar conta de tudo com um sorrisão no rosto. Sinceramente eu preferia que alguém inventasse um remedinho para diminuir o serviço. Maravilha! Um comprimido antes de cada refeição e está resolvido. A papelada se organiza automaticamente, se compila em relatórios e gráficos e pronto! Isso sim me traria aquele sorrisão do comercial! Aí, com o tempo que sobrasse, a gente poderia fazer alguma coisa realmente relevante e interessante para a humanidade.
enviada por Ricardo
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